Resident Evil Remake Fanfic - Bailey Gatelli

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Resident Evil Remake Fanfic - Bailey Gatelli

Mensagem por Bailey Gatelli em Qui Ago 13, 2015 10:39 am

Raccoon City, Julho de 1998.
As capas de jornais traziam notícias bizarras que estampavam o terror:

"Mais de 11 corpos encontrados dilacerados ao redor da Floresta".
"Horror em Raccoon City: Mais vítimas encontradas nas Montanhas".

As notícias descreviam os ocorridos na cidade nas últimas duas semanas, onde corpos foram encontrados aos pedaços na região que cerca as montanhas Arklay. As vítimas tinham um padrão de ferimentos que, segundo os peritos, tratavam-se de mordidas com dimensão de uma mandíbula humana. A população mostrou-se horrorizada com os acontecimentos e exigiu explicações das autoridades competentes. O Chefe de Polícia de Raccoon City, Brian Irons, envolveu todo o Departamento de Polícia de Raccoon nas investigações, mas mostrando-se insuficiente, precisou colocar sua melhor equipe em campo: os S.T.A.R.S.
Treinados pelos mais famosos grupos táticos pelo mundo, os S.T.A.R.S contavam com talentosos agentes, treinados em diferentes áreas, cada uma diferente da outra, formando duas equipes poderosas e prontas para os mais difíceis trabalhos. Dividos em dois grupos, o Alpha, que continha os membros mais experientes, e o Bravo, os membros menos experientes, porém sem nenhuma diferença extrema que desse margem á preconceito de uma equipe para outra. Duas equipes de 6 membros, onde cada grupo tinha seu Comandante de Campo, que em missão, dava ordens e comandava usando táticas inovadoras para solucionar seus conflitos.
Os S.T.A.R.S estavam oficialmente no caso. Na delegacia de Polícia de Raccoon, encontravam-se 7 membros dos S.T.A.R.S. em serviço. O Capitão Albert Wesker era o líder dos S.T.A.R.S, embora estivesse no cargo há apenas alguns meses. Sua chegada foi inesperada, mas nenhum dos agentes do grupo contestou devido ao bom currículo e aos antecedentes de Wesker, que se mostrara um líder nato. Wesker encontrava-se sentado em sua mesa, na pequenina sala dos S.T.A.R.S, localizada no segundo andar da Delegacia, um cubículo onde cabiam seis mesas, um rádio profissional que tomava metade da parede e um armário para armas. No canto esquerdo, sua mesa que se encontrava em frente ao símbolo do esquadrão e uma prateleira com troféus e menções honrosas. O Capitão era um homem do tipo atlético, como qualquer outro de seus colegas, possuía cabelos loiros penteados e constantemente alisados para trás, aproximadamente 1,80 m de altura, e a mais enigmática de suas características: Ele estava sempre usando seus óculos escuros, noite ou dia.
Ele escorava a cabeça com os dois braços esticados por trás da nuca, enquanto as duas pernas cruzadas repousavam sobre a mesa, de frente para todas as outras. Como o S.T.A.R.S era dividido em dois grupos, as seis mesas mostravam-se suficientes, pois os horários dos grupos eram alternados, de acordo com a escala padrão do Departamento. Enrico Marini era o chefe do Bravo, porém como estava em reunião com o Chefe, Wesker sentou-se na mesa que os dois dividiam, mesmo estando fora de seu turno. Os agentes do Bravo nem sequer estranharam sua presença, pois apesar de serem de equipes diferentes, Albert Wesker era o Capitão, o superior de todo o S.T.A.R.S, apenas menos poderoso que o próprio Chefe Irons. Eram quase cinco horas da tarde de um dia nublado, onde as poucas nuvens que tinham no céu estavam escuras, carregadas de uma chuva que poderia começar a qualquer momento. Richard Aiken estava sentado junto ao rádio, conversando com Forest Speyer e a novata, a qual Forest, com seu sotaque sulista, apelidara de "baixinha", referindo-se não somente á altura, mas também à idade da policial, que aos seus 18 anos de idade já estava formada na faculdade, e era agora a responsável médica do grupo. Rebecca havia se formado em Bioquímica, e embora não desejasse trabalhar como médica, ficou encarregada da função já que a equipe já possuía seu responsável em Química, Kenneth J. Sullivan. A garota aceitara o cargo mais por ser a primeira opção de trabalho que batera em sua porta, e também devido ás promessas de que, no S.T.A.R.S ela teria um ótimo laboratório para desenvolver suas pesquisas.
Enquanto conversavam, Enrico Marini apareceu na porta, e com sua voz grave que soava por debaixo do longo bigode negro, avisou os S.T.A.R.S que era chegada a hora de fazer a investigação in loco.
-Equipe Bravo! É chegada a hora! Forest, encontre Edward e ajude-o a preparar o Helicóptero! Rebecca e Richard, abram o armário de armas, peguem o equipamento necessário e levem até o helicóptero assim que possível! Kenneth, me acompanhe para instalar a câmera no ombro do seu colete. Vamos filmar toda a operação para possíveis análises posteriores. VÃO!
E assim que a ordem foi dada, Marini acenou com a cabeça para Wesker, que friamente sorriu de canto, enquanto Enrico sumia de sua vista, indo em direção ao heliporto.



* * *



Chris Redfield dormia em seu apartamento, localizado no centro da cidade, enquanto seu relógio despertava sinalizando que era hora de trabalhar. Após alguns tapas em seu despertador, levantou-se, vestiu a calça da farda e atou os cadarços de seus coturnos enquanto o café ficava pronto. Tomando seu café, Chris olhava as folhas do relatório sobre os assassinatos que ocorreram em Raccoon City nas últimas semanas. Não conseguia entender como isso poderia ocorrer próximo da cidade, sem testemunhas, sem suspeitos, e principalmente, não entendia o que estava acontecendo, pois em seus anos como policial nunca havia passado por uma situação como essa. Chris deixou sua xícara vazia na pia, pegou as chaves do carro e caminhou em direção à saída.
Dirigindo no trânsito tranquilo de Raccoon, o jovem policial observava alguns casais se beijando na praça, junto com alguns senhores idosos alimentando pássaros. Aquilo era tão estranho, pois para uma cidade que estava vivendo um terror contínuo, aquelas pessoas estavam aparentemente felizes. Chris deixou esse pensamento fluir por mais alguns instantes, e finalmente focou no importante, que era chegar na delegacia para assumir o turno do Alpha.



* * *



Jill estava acordada faziam alguns minutos. Ela havia tomado um belo café da manhã, com direito a Suco natural de laranja e torradas de pão integral com geléia de uva. Depois disso entrou na banheira e aproveitou o máximo que pode o banho de espumas com sais aromatizantes que havia preparado. Enquanto secava seus curtos cabelos castanhos, ouvira seu telefone tocar em outro cômodo de seu pequeno apartamento. Jill havia alugado o apartamento ás pressas pois chegara na cidade há menos de 3 meses. Era praticamente novata nos S.T.A.R.S de Raccoon, mas era muito habilidosa, devido o seu treinamento na Força Delta do Exército Norte Americano. Correu em direção à sala, pegando o telefone que tocava em cima da mesinha de vidro no centro da sala.
-Jill Valentine, pois não? - disse ela, com o telefone no ouvido esquerdo.
-Jill, aqui é o Barry. Só avisando que hoje teremos que assumir mais cedo, devido à locomoção do Bravo até o local dos assassinatos. - disse Barry Burton, o especialista em armamentos do Bravo e amigo de Jill.
Jill assentiu, desligou o telefone e foi colocar a roupa para o trabalho. Jill tirou a toalha que envolvia seu corpo, colocou a roupa íntima e logo após a calça da farda e os coturnos. Enquanto atava os cadarços, veio a lembrança das pequenas irmãs McGee e sobre os momentos que vivera com elas nos ultimos meses, desde que chegara à cidade. As pequenas Priscilla e Becky McGee eram vizinhas ao lado, meninas amáveis que brincavam no gramado do apartamento de Jill com o cãozinho. As duas foram as primeiras vítimas encontradas nos arredores da Floresta. Os pais, arrasados, afirmaram que as duas foram tentar encontrar seu cãozinho que havia fugido e acabaram sumindo por dois dias. A lembrança paralisou Jill por alguns segundos com um olhar fixo para o chão, mas com o pensamento no nada. Com o barulho de um carro passando na rua, Jill retomou o foco, e acabando de se vestir, trancou as portas do apartamento e foi caminhando até a delegacia, que ficava há apenas 4 quadras de distância. Era hora de ser forte, pois quem quer que fosse o assassino, Jill faria com que ele pagasse por ter tirado a vida de inocentes, sempre com a imagem das irmãs McGee na mente.



* * *



Barry Burton recém havia desligado o telefone. Ele avisara Jill Valentine sobre a ocorrência repentina da troca de turno dos S.T.A.R.S. Ele já estava no prédio, pois como homem dedicado e competente que era, chegava sempre adiantado para os compromissos. Barry era um homem de aproximadamente 1, 85m de altura, ombros largos e braços fortes, com o porte físico de um lutador profissional. Com cabelos curtos penteados e uma barba ruiva, Barry era do tipo que demonstrava ser forte e passava a impressão para os outros de que era do tipo “esquentadinho”, quando na verdade era um pai dedicado e um esposo fiel e companheiro. Amava sua esposa Kathy e suas filhas Moira e Polly, e seu trabalho como policial respeitado era um exemplo para a familia e para a sociedade de que ele era um homem honesto e um exemplo a ser seguido.
Na delegacia, Barry estava sentado em sua mesa, que dividia com Forest Speyer, mesa essa que se encontrava logo em frente à do Capitão Wesker. Barry sentara na cadeira ainda quente devido à saída de Forest há menos de meia hora. Ao entrar na sala, comprimentou Wesker e iniciou-se uma conversa entre eles sobre o andamento da missão. Brad Vickers, o piloto e especialista em comunicação do Alpha intrometeu-se na conversa, avisando que até agora estava tudo bem. Vickers, apelidado carinhosamente de “Frangote” devido à sua duvidosa conduta em campo, era um homem de cabelos castanhos, de porte físico normal, mas de intelecto indubitavelmente admirável, pois lidava muito bem com quaisquer eletrônicos que caíam em suas mãos. Barry, Wesker e Vickers conversavam enquanto os membros do Alpha iam chegando um por um. Joseph Frost foi o próximo a chegar, todo fardado, com uma bandana vermelha que cobria os cabelos loiros. Joseph sentou-se na mesa que divida com Rebecca, a novata, ao lado do aparelho de rádio transmissão, onde se encontrava Brad.
-Como está o nosso urso ruivo? - perguntando em tom de brincadeira, voltando a Barry.
-Melhor do que nunca, loirinho. Pronto para entrar em ação assim que necessário. Como o Bravo foi investigar um possível lugar vazio á toa, tendo em mente que os assassinos não cometeriam o crime e esperariam pela polícia ali, de repente sobre algum serviço para nós na cidade. Ouvi dizer que a quadrilha dos irmãos Reilly planejava um assalto a banco em Raccoon... Seria uma ótima estreia para minha nova aquisição! - disse Barry, segurando uma Magnum .44, toda em aço cromado, com coronha de madeira.
“Uma beleza!”, pensou consigo mesmo.
Olhando para o lado, Barry percebeu que o Capitão tinha seu olhar voltado em direção ao relógio.
“Esperando Chris e Jill”, indagou.
Aonde quer que os dois estivessem, não parecia ser desculpa para o capitão. Ele não era do tipo de comandante que brigava e dava ordens aos berros, mas ele estava com uma expressão de seriedade e frieza que parecia uma estátua bizarra.
“Provavelmente vai puxar a atenção dos dois com muita elegância, como sempre.”, pensou consigo mesmo, enquanto mexia em sua Magnum e trocava piadas com Joseph e Brad.



* * *



Que Albert Wesker era enigmático, disso ninguém duvidava. O Capitão estava em sua mesa, pensativo. Seu olhar era frio, e seus pensamentos eram indecifráveis. Seus colegas estampavam preocupação:
“Onde diabos estão esses dois?”, pensou Barry para sí mesmo.
-Os dois não tem relógio por acaso? - perguntou Vickers, em tom de ironia.
-De repente os dois estão juntos. Vocês viram o quanto Chris se mostrou prestativo quando ela chegou? - alfinetou Joseph Frost.
-E o quanto eles passam conversando juntos... - falou Brad Vickers rapidamente.
-Que tal os dois alfineteiros prestarem atenção no serviço e deixar os dois em paz? - disse Barry tranquilamente, com vontade de rir dos dois colegas fanfarrões.
As palavras deles passavam despercebidas pelos ouvidos do capitão. Wesker estava tão concentrado em seus pensamentos que não demonstrava estar presente ali mesmo. De súbito, o capitão olhou para Barry e os outros e disse com um tom de surpresa:
-Oh, são 19:00h... Acho que Jill e Chris estão uns pouco atrasados... - disse enquanto sorria.
Barry na mesma hora ficou pensando que, se não era com o atraso dos dois Alphas, com o que será que o capitão estava tão pensativo momentos antes. Simplesmente livrou-se dessa linha de pensamento ao ver Chris chegar na porta da sala e ir direto até sua mesa. Comprimentou o amigo e antes que pudesse perguntar algo, Jill Valentine também chegou, sentou-se em sua mesa e assim Wesker deu como iniciado o turno. Haveria uma reunião para decidir como iriam apoiar as buscas do Bravo.



* * *



A sala dos S.T.A.R.S, pequena e quente, em sua lotação de apenas seis pessoas, estava silenciosa faziam alguns minutos. Os agentes entreolhavam-se em silêncio, mas entendendo que a qualquer momento, Wesker iniciaria o detalhamento da missão:
-Ok pessoal, a situação é a seguinte: Temos nossos companheiros do Bravo investigando a floresta em volta das montanhas Arklay. De acordo com as Ordens do Chefe Irons, devemos fazer o serviço de contato com o grupo no local e fazer relatórios a cada duas horas. - dizia Wesker, tranquilamente, enquanto todos os olhavam com atenção.
Wesker discursava igual a um político, era bom em oratória e suas palavras fluíam com uma naturalidade invejável. Enquanto descrevia como deviam ser feitos os relatórios, Chris Redfield mantinha um olhar fixo para o teto, desatento com as palavras do capitão, e aparentemente preocupado com outra coisa. E de fato estava. Sua irmã, Claire, e o fato de que não a via faziam alguns meses.
-Claire, que saudade sinto de você, minha pequena... - pensava o jovem, que tinha sido irmão e pai de Claire, devido à morte prematura de seus pais em um acidente de trânsito, quando ele tinha apenas 16 anos.
Ao desviar o olhar por um leve momento e girar em sua cadeira, passou seus olhos pelo rosto doce e incrívelmente branco de sua colega, Jill, que o olhava fixamente com olhos tão claros que ele não sabia dizer se eram azuis ou verdes, mas que na verdade chegavam a ser cinzas. A jovem de 23 anos abrira um sorriso encabulado para ele, que ficou vermelho por descobrir estar sendo analisado por aqueles olhos claros. Ambos simplesmente continuaram a escutar o que o capitão dizia, pois embora fossem jovens, eles eram muito responsáveis e tinham um dever moral de desvendar o caso e colocar os culpados atrás das grades.
-Tendo em base que a equipe Bravo a qualquer momento nos enviará um relato da procedênia da missão, fiquem atentos ao rádio e façam as anotações necessárias. Estarei em reunião com o Chefe Irons, e quaisquer problemas, liguem para o ramal 195. - disse o Capitão, já na porta.
No mesmo instante que o capitão saiu, Joseph Frost começou a imitá-lo. Colocou um par de óculos escuros que tinha na gaveta, tirou a bandana, mostrando seus cabelos loiros e de pé, começou a imitar seu superior fazendo uma voz forçada e uma expressão carrancuda. Seus colegas no mesmo instante riram, menos Chris, que estava distante como de costume. Dessa vez seu pensamento estava em seu amigo, Forest Speyer, que fora com a equipe Bravo para as montanhas, investigar. Chris e Forest eram muito próximos, inclusive a ponto de serem os dois atiradores de elite do esquadrão, e todo ano disputavam torneios de tiro, onde Chris vencera a maioria, mas com Forest sempre chegando perto nas pontuações. Apesar dos resultados, só havia amizade entre eles, e Chris ficara preocupado pois, embora policiais bem treinados, Forest e os outros Bravos não sabiam no que estavam se metendo, tinham poucas informações e nem sequer haviam levado equipamento pesado caso a situação ficasse perigosa.
Um súbito calor bateu no ombro esquerdo de Chris, que através de sua camisa branca sentiu um toque gentil que acalmou seus pensamentos. Jill Valentine o olhava preocupada, com aquele olhar cinza que congelava o peito de Chris.
-Eu sei o que está pensando. E compartilho do mesmo. Fico pensando se o Chefe Irons não deveria ter esperado um pouco mais para enviá-los, ou ao menos permitir que fossem mais bem preparados... - disse a moça, que tinha uma igual preocupação em seu rosto.
-Eu sei, Jill... Obrigado. - disse Chris, enquanto levantava-se para pegar um café.
-Aceita? - perguntou para a moça, que fez que sim com a cabeça.
Enquanto os dois conversavam, Barry e Joseph, que havia parado com as piadas, estavam com Brad Vickers em volta do rádio. Os três agentes estavam á espera de alguma notícia, enquanto conversavam sobre o trabalho e sobre a vida. Barry lhes contava sobre como amava a família, e que planejava levar Kathy e as meninas para o Canadá nas próximas férias, onde moravam os familiares da esposa. As horas iam passando, e ele contava como se tornou policial, como saiu da S.W.A.T e como tirou o insubordinado Chris Redfield da Aeronáutica para evitar que o jovem ficasse sem trabalho. Contou que a insubordinação do colega era perdoável, já que Chris desobedeceu a ordens superiores para salvar a vida de um colega que ficara preso em seu jato que pegava fogo. Joseph e Brad contavam suas histórias da mesma forma. Joseph contara como saira da fazenda de seus pais para estudar na cidade, e como ser policial nunca havia lhe passado pela cabeça, até completar 18 anos e ingressar no Serviço Militar. Brad contava sobre a família e sobre como pretendia fazer algum concurso melhor assim que pudesse, pois ser policial não era bem o que ele desejava, e seu sonho sempre fora ser engenheiro elétrico. Conversaram por mais ou menos três horas, até que no rádio, uma voz em meio á estática cortou sua conversa:
-Alpha, aqui é Kevin Dooley, piloto do Helicóptero do Bravo. O helicóptero caiu, repito, o Helicóptero caiu! Por alguma falha mecânica, o funcionamento da hélice traseira e o rádio comunicador pifaram! Concluí os reparos possíveis, enquanto a equipe avançou para investigar o local, porém não retornaram ao helicóptero, que ficou estabelecido como ponto de encontro. Fazem algumas horas que não tenho contato com os Bravos e... - antes que pudesse concluir, o sinal começou a falhar e apenas algumas palavras conseguiam ser ouvidas em meio ao chiado estático que consumia o local. Wesker viera correndo assim que Barry o chamou no gabinete do chefe, e enquanto Brad tentava resolver os problemas do sinal, o capitão chamou a atenção de todos.
-Ok pessoal, o que temos aqui?
-Capitão, Kevin contou que o helicóptero do Bravo caiu em meio à floresta, por alguma falha desconhecida e que o Bravo não retornou ao ponto inicial desde então! - disse Joseph, que assim como os outros da sala, sentia um frio no estômago que o fazia tremer.
-Capitão, temos que ir para lá! - falou em desespero Barry, enquanto se levantava.
-Concordo! Brad, deixe que Joseph fique no rádio agora e vá ligar o helicóptero. Barry e Jill, peguem o equipamento necessário no armário de armas! - e enquanto deu a ordem, jogou a chave em direção a Barry, que a pegou e pôs-se a abrir o armário.
Enquanto todos corriam contra o tempo, Chris seguiu o capitão até o helicóptero, ajudando-o a colocar alguns equipamentos trazidos por Barry e Jill para dentro do veículo. Jill e Barry foram correndo pegar coletes enquanto Joseph entrara correndo e tomara sua posição nos bancos do helicóptero. Chris e Wesker olhavam para o relógio, tão ansiosos que Chris sentia uma leve dor no estômago. Brad, sentado na cadeira de piloto, colocou o capacete, ajeitou os fones e deu início nas hélices do helicóptero. Joseph Frost tirou do bolso sua bandana vermelha, colocou sobre os cabelos loiros e a atou. Enquanto isso, Wesker perguntava sobre a demora de Barry e Jill, mesmo sabendo que os dois não estavam atrasados.
Jill Valentine subia correndo as escadarias carregando alguns coletes nas duas mãos pequenas, sendo seguida por seu amigo Barry Burton, que carregava mais alguns equipamentos. Estavam assustados. Embora fossem policiais, e acima de tudo adultos, seus pensamentos faziam congelar seus ossos e o medo reinar. Correndo mais rápido que podiam, alcançaram o Heliporto a tempo de ver Chris Redfield descendo do helicóptero para ajudá-los. Barry atirou os equipamentos para dentro e subiu, enquanto Chris tomava das mãos de Jill alguns coletes para aliviá-la um pouco do peso. Assim que empilharam os coletes, Chris e Jill embarcaram no avião, ela sendo levantada pela cintura pelo rapaz, que apesar do momento terno, não puderam nem ficar envergonhados. Sua cabeça só ocorria o pensamento de que seus amigos pudessem estar em perigo, ou até mortos.
“Não, isso não!” era o pensamento de Jill, que sentada, fechou o cinto e pôs-se a olhar a janela. O helicóptero alçava vôo e ao mesmo tempo que as barulhentas hélices soavam, Albert Wesker dava alguns comandos básicos para a missão:
-Ok pessoal, estamos em uma missão de busca e resgate de nossos companheiros. Ao chegarmos no local, nos dividiremos em 3 grupos e faremos uma busca detalhada no local do acidente. Jill e Joseph vão ao encontro de Kevin, que deve estar junto ao helicóptero. Barry e eu vamos fazer uma rápida checada no perímetro leste e Chris no lado oeste da posição do helicóptero.
Enquanto o capitão falava, o helicóptero ia mais e mais longe. Ao se aproximarem da floresta de Raccon, todos os membros se colocaram nas janelas para ver se enxergavam algo. Nesse momento apenas uma voz se ouviu dentro do helicóptero, indicando que havia identificado à posição dos companheiros:
-Olhe, Chris! - disse Jill, apontando para uma nuvem de fumaça que saía do meio das árvores.
Brad colocara assim que indicado o local, luzes iluminando o helicóptero caído. Seus colegas sentiram um igual frio na barriga e uma sensação de pânico ao ver o estado do helicóptero. Silenciaram por um breve momento, enquanto Brad descia e pousava o helicóptero alguns metros do caído helicóptero do Bravo. Um por um foram descendo e sentindo a atmosfera maligna do lugar tomar conta. Era uma floresta escura e sem iluminação da lua. Uma neblina presente dava um ar aterrorizantes ao local, que embora não fosse frio, fazia os S.T.A.R.S tremerem.
Joseph Frost e Jill Valentine foram em direção ao helicóptero enquanto os outros faziam o reconhecimento do local. Ao chegar ao veículo, Joseph se enfiou na lataria, procurando encontrar seu colega Kevin que os contatara há menos de 30 minutos atrás. Para sua surpresa, estava tudo tão quieto e as luzes do veículo estavam todas apagadas. Joseph Frost iluminou com sua lanterna e avistou algo que não conseguia acreditar. Seu grito fora alto o suficiente para seus colegas ouvissem. Todos vieram ao encontro do jovem, e sem terem o que falar, simplesmente olharam abismados aquela visão que mudaria suas vidas para sempre:
Kevin Dooley estava morto.

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Re: Resident Evil Remake Fanfic - Bailey Gatelli

Mensagem por Kyo em Qui Ago 13, 2015 6:22 pm

Rapaaaaaaaaz, meu lado fanboy de RE chega a brilhar com fanfics baseadas inteiramente no jogo. É muito legal ver como tudo aconteceu com outros olhos, com mais descrição; ver coisas que aconteceram mas não são mostradas no jogo (como a interação entre os membros por exemplo, achei muito legal de ver).

Só achei dois erros:
- ''...os S.T.A.R.S contavam com talentosos agentes, treinados em diferentes áreas, cada uma diferente da outra...'' - Creio que houve uma certa redundância ai, uma repetição em 'diferentes áreas, cada uma diferente da outra'.

- E um erro que nem é um erro propriamente dito, da palavra suco estar com o 'S' maiúsculo (na parte do café da manhã de Jill).

A fanfic está ótima, pode postar que eu vou ser o primeiro a ler. Continue com o bom trabalho o/

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Re: Resident Evil Remake Fanfic - Bailey Gatelli

Mensagem por Bailey Gatelli em Qui Ago 13, 2015 10:45 pm

Valeu mano. Sim, eu cometi várias redundâncias durante a fanfic, ela foi feita mais ou menos umas 5 linhas por noite só, com muito sono haha...
E faz algum tempo, deveria ter primeiro corrigido antes de postar haha. Daqui a um tempo quero ver se posto a segunda parte. Podem perceber que utilizei alguns elementos de S.D Perry também, como as irmãs McGee...

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Re: Resident Evil Remake Fanfic - Bailey Gatelli

Mensagem por Paulo Redfield em Sex Ago 14, 2015 4:07 am

Tá ficando jóia, fico no aguardo ansioso para mais capítulos :-D
Achei no entanto que tu ia postar aquela fanfic que não tem nada a ver com os protagonistas dos jogos e embora eu não seja muito fã de fanfics que abordam os personagens dos jogos (pois a maioria tem inconsistências), a sua no entanto vai por outro lado, fica bacana de ler, não é todo dia que posso dizer isso duma fanfic fiel ao jogo.

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Re: Resident Evil Remake Fanfic - Bailey Gatelli

Mensagem por Bailey Gatelli em Sex Ago 14, 2015 12:54 pm

É que é meu jogo favorito, tem aquele estudo né haha. Nem minha monografia na faculdade não vou me dedicar tanto quanto pra essa fanfic haha

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